2 de setembro de 2009
Tô precisando me mudar de mim
Procurar um lugar mais calmo para morar
Meu vizinho de cima já me encheu o saco
Esse condomínio tá caro demais
Êta condomínio cheio de regras!
Não pode isso! Não pode aquilo!
Cheio de gente boba, gente hipócrita
Enquando no prédio ao lado só tem festa e diversão
Às vezes até acho que lá gasta-se menos
O almoxarifado é mais humilde
Mesmo sendo um lugar menorzinho
Lá sei que a vista não é tão privilegiada
Mas de que adianta enxergar o horizonte tão belo
Quando sua calçada tá toda suja de lixo?
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27 de agosto de 2009
Força!! Força!!
Vamos todos juntos dessa vez!
Aahhhhh…
Ok! Mais uma vez agora, tá?
Cada um por vez ou todos juntos?
Ah! Não sei! Eu não tenho respostas prontas pra tudo!
Tá bom então… vamos lá?
Vamos!
Um, dois, três e… já!
MMMmmffff…. mmmffff…
PARA TUDO!!
Que foi? Desistiu?
…
Não cara, melhor pular o muro que tentar derrubá-lo…
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27 de agosto de 2009
Qual a origem da alegria humana?
O que nos faz rir ou chorar?
Por que em sendo as mesmas pessoas sempre somos tão diferentes em momentos distintos?
Não falo de você e de mim: mas de mim para mim mesmo.
Tenho andado fora do eixo
Meus nervos estão em rebelião, tocando fogo em colchões
Mesmo sob o sol abro meu guarda-chuva
Quando gostaria muito de abrir os braços para seu calor
Então paro na contra-mão
Acendo um cigarro
Olho pra mim e me pergunto: ora, por que apenas não fecha o guarda-chuva e olha pra o céu?
A simplicidade exagerada às vezes me assusta…
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15 de agosto de 2009
Vem cá meu bem
Vem ver onde o rio foi encontrar o mar
Agora não consigo mais
Abrir as portas do meu coração para você
Se a minha dor
Encantou meu violão
E meu canto te feriu
Me perdôa
A vida é mesmo assim
Os peixes não conseguem admirar a beleza das flores
A culpa não é sua
Não precisa se desculpar
A luta não é tão vã assim
Valha-me da sua compreensão
Mas não use da ingratidão
Pois é só o meu coração
Triste assim querendo cantar
“A cegueira não existe
O cego tem sua aquarela de cores visíveis
E seu pincel de vontade verdadeira
A mentira também não existe
A verdade é que não se contenta
Com a ousadia do inventar”
Deita aqui no meu colo
Que eu deixo você chorar
Se meu canto te feriu
Me perdôa
A vida é mesmo assim…
(Trecho em aspas retirado de um poema de Thiago Fonseca)
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12 de agosto de 2009
Sua serpente tentou me picar
Seu veneno queria me entorpecer
Admito que de fato pensei em ceder
Doce canto de uma linda sereia
Mentiras sinceras nos envolveram
Mas quem sou eu para não fraquejar?
Sou de músculos, não posso negar
Que em seus encantos quase me perdi
Sonhei com suas migalhas e acordei suando
Pequenos frascos de ilusões
Cego, molhado e culpado
Por ser tão imperfeito assim
Mas aos poucos uma centelha de luz
Clareou diante de mim o que me faz tão feliz
O brilho de um cristal que poucos conseguem alcançar
E a alma de um homem rasgou o meu peito
Como se tão leviano que eu fosse
Trincasse por um mísero segundo
O que a alma não sabe
É que nem sempre o corpo submete-se aos seus caprichos
Muito obrigado por te amar…
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25 de julho de 2009
Mais uma vez estou eu às margens do rio da vida
Sentindo as ondas molhando meus pés
Como todas as outras vezes que estive aqui
As mesmas águas que molharam os pés de minha criança
Hoje acarinha os calos de pés adultos
Mesmo sabendo que a vida ainda há de cobrar
Tudo aquilo que outrora impulsionei
Tento manter o rítmo das minhas latências cardíacas
Sou de carne e alma, errante e imperfeito
E ainda assim, mesmo com todo o alvorço
Molho meu rosto com essa água impaciente
Tento não rir das mazelas da vida
Nem chorar pelas riquezas ocas
Ando apenas com um binóculo de interrogações
Tentando observar onde estará o fim da linha
Tolo e bobo, desenrolo e avalio cada metro
Vibro eletrizado em cada curva
Às vezes, cansado de emoções intensas, sorrio
E faço do meu ego cobaia de mim mesmo
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19 de julho de 2009
Você sabe me dizer o que
Significa essa sensação boa
Que acontece no meu peito
Quando te estendo a minha mão?
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19 de julho de 2009
Eu te amo como uma criança
Que admira seu maior super-herói
Dentro de um sono angelical
Puro, simples e iluminado
Com meus olhos de inocência
Te farei mil perguntas
Como o sol brilha no céu?
Porque que a gente deve sorrir?
Ouvirei atento tuas respostas
Como quem ouve belas profecias
Se a emoção te fizer chorar pelos tropeços da vida
Enxugarei suas lágrimas sempre sorrindo
Deixarei que me leve para cama
Dê-me beijos de boa noite
Olharei forte nos teus olhos de mulher
E levemente em paz em seu colo adormecerei
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13 de junho de 2009
A liberdade quando é extrema e sem subjetividade torna-se uma grande prisão.
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10 de junho de 2009
Quando somos crianças vivemos no colo dos outros, de rosto colado e recebendo milhares de beijos. Infelizmente quanto mais crescemos menos isso vai acontecendo…
Por que?
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4 de junho de 2009
Agora eu sei
Estou errado
Não queria ser assim
Mas o que vou dizer?
Minha cabeça quer vencer
Mas meu coração resiste
Encarar friamente teus louros
E esquecer dos que já ganhei
Dentro da minha pequenês
Tentando pular os mini-muros
Fazendo-me de aleijado
Torto, coitado ou sem-braço
Torço pelo seu futuro
Ainda que amarrado pelo presente
Talvez machucado pelo passado
Quebrando o tempo e reaprendendo a andar
Suando veneno pelos poros
Inveja vendida em pequenos frascos
Pelo menos sei que no final
Essa maldade escorrerá pelo ralo
E livre enfim poderei respirar
Abrir os braços e te dar as mãos
Sem preceitos ou pré-conceitos
Apenas aberto para o brilho da tua voz
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23 de maio de 2009
Cultura nunca foi sinônimo de Sabedoria. Na verdade a cultura serve de alimento para a sabedoria.
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15 de maio de 2009
Com que lentes você vê o mundo?
Que mundo você vê através da lente?
O que você vai fazer com o mundo que você vê pelas lentes azuis?
O que esse mundo vai fazer com você?
Casamento entre o azul cálido e o marfim sedutor
Lá de longe trouxe amor para os cansados inimigos
Com o carinho que brota em suas mãos
Deixou sem graça a beleza do sol
Aliás, por falar em sol…
És um raio de sol que invadiu sua casa
Iluminou os espelhos rachadados
Cansados de refletir a tristeza por tantos anos
Seja viva, aprenda a saber viver
Perdôe sempre àqueles que querem o seu melhor
Mesmo que às vezes veja a antítese de teus sentimentos
Para quando voltar poder assim irradiar tua beleza perto de Deus
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12 de maio de 2009
O relógio correu
Minha cabeça já não é mais a mesma
O senhor do tempo não joga xadrez
Comigo…
Os meus sonhos foram comidos
Pois mudamos de postura frente a nossos anseios
Viramos lenha da máquina da vida
Sem sequer sabermos a direção do trem
E eu que era tão inocente
Acretiva em mudar algo em mim ou em você
Como se não bastasse toda a força do meu coração
Hoje bato ponto e digo amém ao inimigo
A culpa é minha?
A culpa é sua?
A culpa é nossa?
A culpa é de quem?
Sigo a rima tão pobre
Fecho com um verso inerte
Quem descobrir de coração as respostas
Por favor, me manda pela internet
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11 de maio de 2009
Brilho no olhar de criança é como um vinho às avessas. Ainda bem que tem uns que não avinagram nunca…
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6 de maio de 2009
Tempo a gente dá
Pena de quem tem
Tempo a perder
É tempo de ousar
Tempo só é tempo se
A gente caminhar
Tentar não desistir
Assim que o sol brilhar
Só quando os olhos virem
O céu se desabar
E o tempo desistir
De nos ensinar
Caso você queira
Ter o tempo de pensar
Que sou apenas tolo
Por ter medo de amar
Então olhe pra mim
Me abrace por favor
O tempo já me limpou
Algumas vezes da dor
Se ele não vier
Por teimosia de Deus
Seu sorriso não nascerá
Pelas lágrimas dos olhos teus
Mas se ele amanhecer
Junto à sua cama
Sua dor vai sucumbir
E você dirá que ama
O seu coração se abrirá
Numa ciranda tão intensa
Que sua singela e rica vida
Terá o desfecho de um belo poema
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4 de maio de 2009
Poucas coisas eu odeio na vida
Uma delas é minha timidez
Quando eu acho que ela está dominada e amordaçada
Ela volta para amarrar minha boca e rir da minha cara
A tristeza às vezes serve de óculos para o coração
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23 de abril de 2009
Olha só a cara de vocês!
Agora os sorrisos e aplausos nasceram!
Nos mesmos rostos de onde partiram
Aquelas flechadas venenosas
Olhá só os olhos de vocês!
Pedras teimosas e tenazes
Que me forçaram a esculpir
A beleza do meu coração
Olha como vocês estão surpresos!
Foram apenas dois minutos
Que transformaram minhas rugas em lágrimas
Pois eu sonhei o meu sonho para vocês
Quem são vocês, afinal?
Acham que vão colocar goela abaixo o que vocês querem?
Será que o que sinto não irá comover mais vocês?
Ou apenas o brilho de Narciso os interessa?
Mas tudo bem! Eu entendo suas verdades
Não são as minhas, mas mesmo assim os entendo
Vocês precisam quebrar alguns espelhos
E perceber que a estrada é mais longa do que os olhos dizem
Agora parem de chorar
Apertem minha mão
Olhem nos meus olhos
Eu estou pronta para ser vaiada novamente…
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23 de abril de 2009
Os melhores dias para se comprar guarda-chuvas são os dias de sol…
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23 de abril de 2009
Nunca fui um daqueles meninos
Que precisava de muita atenção
Aprendi desde cedo a me virar sozinho
Mas os dias chuvosos ficam estranhos
Pois o mundo muda de maquiagem
E nos mostra uma outra face
Esse mundo que nos cobra o que não dá
Sua única chance normalmente é a última
Sua vontade verdadeira não parece comovê-los
Vivemos nessa máquina moedora
Rolo compressor desse amor que deveríamos exprimir sempre
E como andorinhas orgulhosas tentamos frear as engrenagens
Então vamos lá! Levantemos das poltronas
Vamos nos munir de arte, sabedoria e vozes
Pois somos filhos de soldados cansados
Nossa vontade tem que mudar alguma coisa
Nossa vocação talvez seja o dedo de Deus nos apontando para a direção correta
Onde talvez possamos modificar ao menos um desses milhões de mundos
Mundos? Do que você está falando?
Estou falando das mãos estendidas, dos abraços sinceros, dos beijos apaixonados
E de todas as balas e bombas que os noticiários nos jogam na cara
São todos traços dos outros mundos
Aqueles que nos interceptam ou não
…
Na verdade todos eles nos interceptam…
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